Sinônimos de preconceito

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A diferença entre pensar e fazer

Esta é a distinção que mais muda o sentido de uma frase, e a que mais se erra. Preconceito é o juízo formado antes de conhecer — está na cabeça. Discriminação é o tratamento desigual — está na ação. Dizer que alguém sofreu preconceito e dizer que sofreu discriminação são duas afirmações diferentes, e só a segunda descreve algo que aconteceu.

Estigma é a marca que fica sobre a pessoa ou o grupo, e vem da sociologia. Prejulgamento é praticamente a tradução literal de preconceito e serve quando a palavra já apareceu vezes demais.

Parcialidade é a mais branda e a mais técnica: diz que alguém pendeu para um lado, sem a carga de hostilidade que as outras trazem. Em texto sobre imprensa ou sobre um juiz, é a palavra certa; em texto sobre racismo, é fraca demais.

Escolher o sinônimo certo, não só um qualquer

Sinônimo perfeito quase não existe. Duas palavras podem apontar para a mesma coisa e ainda assim mudar o tom da frase, o grau do que se afirma ou o tipo de texto em que cabem. Trocar uma palavra sem olhar para isso é como o corretor automático que conserta a grafia e estraga o sentido.

Preconceito é a ideia; discriminação é o ato. Trocar um pelo outro muda o que a frase afirma.

O jeito mais rápido de conferir é ler a frase inteira em voz alta com a palavra nova no lugar. Se travar na leitura, não é a escolha certa, por mais que o dicionário aprove.

Por que a repetição incomoda

Numa redação de vestibular, repetir a mesma palavra em parágrafos seguidos custa ponto na competência de linguagem. Não porque a palavra esteja errada, mas porque o corretor lê aquilo como vocabulário curto.

O problema costuma estar em duas ou três palavras apenas, e quem escreveu raramente percebe quais. A aba Achar repetições no texto, logo acima, recebe o texto inteiro e aponta cada uma, da mais frequente para a menos.

Vale lembrar que nem toda repetição é defeito. Repetir de propósito, para insistir numa ideia, é recurso de estilo; o que pesa é a repetição involuntária, aquela que aparece porque não veio outra palavra à cabeça.